Fiquei muito contente ao saber que John Clarke, Michel Devoret e John Martinis foram agraciados com o Prêmio Nobel de Física de 2025. O trabalho inovador deles na década de 1980 sobre mecânica quântica realmente abriu o caminho para algumas das tecnologias em que confiamos hoje.

A principal conquista deles? Eles construíram um circuito com resistência elétrica zero, que então usaram para demonstrar o tunelamento quântico. O tunelamento quântico, para aqueles que não sabem, é um fenômeno quântico estranho onde átomos ou partículas subatômicas podem passar por uma barreira, mesmo que não tenham energia suficiente para superá-la. Parece algo saído da ficção científica, mas é real, e eles provaram isso!

Antes do trabalho deles, o tunelamento quântico era apenas uma teoria. Mas, quando Clarke, Devoret e Martinis construíram aquele circuito, eles demonstraram fisicamente que o tunelamento poderia acontecer em um circuito do mundo real. E não posso enfatizar o suficiente, este foi um momento crucial.

Pensando bem, é meio louco considerar como seus experimentos estão ligados aos smartphones em nossos bolsos! Segundo o próprio Clarke, a tecnologia subjacente em nossos telefones celulares depende do trabalho deles.

Olhando para o futuro, fica claro que esta pesquisa tem sido fundamental no desenvolvimento de transistores modernos e é a base sobre a qual a nascente indústria de computação quântica está sendo construída. É incrível como a pesquisa fundamental pode ter um impacto tão grande.

Supremacia Quântica e Google

Martinis e Devoret estavam profundamente envolvidos na computação quântica no Google. Se bem me lembro, em 2019, Martinis, que liderava a equipe de hardware Quantum AI do Google na época, anunciou que eles haviam alcançado a supremacia quântica. Isso significava que o computador deles poderia resolver um problema específico muito mais rápido do que os supercomputadores mais poderosos do mundo. É um grande negócio, e mostra o quão longe o campo chegou.

É importante notar que, embora Martinis não esteja mais no Google, ele continua seu trabalho como professor na Universidade de Yale e na Universidade da Califórnia, Santa Barbara. Da mesma forma, Devoret ainda é o cientista-chefe de hardware quântico no Google Quantum AI e professor na Universidade da Califórnia, Santa Barbara.

Esses três cientistas agora se juntam às fileiras de algumas das mentes mais brilhantes da física, como Max Planck e Albert Einstein. Que conquista!